O Barbudo parece um rapaz como os outros. Só que o Barbudo, quando está Aborrecido, ganha superpoderes. Eles aparecem na roupa, em forma de bolsos invisíveis cheios de utilidades, ou manifestam-se na anatomia, quando os dedos se transformam em ferramentas. O Barbudo Aborrecido fica mais criativo e ganha rapidez nos movimentos. Como todos os bons super-heróis, o Barbudo sentiu-se compelido a partilhar os benefícios do seu superpoder com o mundo e quer criar peças para embelezar os lares alheios. Qualquer que seja o drama doméstico, estético ou utilitário, o Barbudo está Aborrecido, é só chamar.

O Barbudo Aborrecido, como todos os super-heróis, tem um nome civil. Chama-se Vasco [Manuel Santos Águas de Oliveira] e é gestor de projetos n’ O Apartamento, o creative hub lisboeta que acolhe e apresenta a Lisboa mentes criativas de todo o mundo.

Nasceu em Lagos, mas há 20 anos rumou a Lisboa para estudar arquitetura; entretanto trabalhou em design de interiores, fez produção e cenários para cinema e televisão. É fascinado por retrosarias, lojas de ferragens e de DIY. Uma das suas memórias mais longínquas é de, em criança, ficar horas a observar o seu avô Águas a fundir folhas de chumbo, transformando-as em chumbadas para depois utilizar na pesca. Ou então, também em criança – e ainda hoje -, de ficar fascinado com os desenhos que a avó Cecília fazia e posteriormente transformava em incríveis bordados. Como esta, há outras memórias e histórias deste avô paterno e desta avó materna, cujas habilidades cedo o fizeram despertar para os mais diversos ofícios e para a necessidade de mantê-los vivos.